6.12.09

attention magnet wannabe

Em anos e anos utilizando a grande rede, já vi um sem-número de sites e serviços online nascerem e em relativamente pouco tempo serem condenados ao ostracismo ou mesmo serem brutalmente assassinados por estratégias de marketing massivas (R.I.P. ICQ). Enfim, dos vários hypes que eu já vi, um dos mais duradouros é esse tal de Twitter (se você não sabe do que se trata, é melhor abandonar a sua caverna e voltar à civilização). Da primeira vez que eu ouvi falar e vi o negócio na prática, minha única reação foi um singelo "wtf?", afinal aquilo não me parecia mais do que uma inútil lista de coisas que ninguém estava interessado em saber - algo como pegar todas as suas mensagens SMS e postar online.

Se eu voltar alguns anos - 7 anos, pra ser mais preciso - o hype do momento eram os blogs, inaugurados pela pioneira Pyra Labs (já fagocitada pelo Google faz tempo), e eu me interessei por tudo isso e consegui enxergar um futuro pros blogs bem além de contar um monte de abobrinhas e postar "fotuxx". Ao abstrair todo o transtorno de publicar um site online e poder concentrar-se exclusivamente no conteúdo, era e ainda é bem mais fácil deixar as idéias fluírem e traduzir tudo em texto, e em segundos disponibilizar online pra quem quiser ver. Pra mim, um achado.

Voltamos aos dias de hoje, contas do Twitter surgindo aos montes todos os dias, acho que mais da metade das pessoas que eu conheço tem uma conta nesse serviço e mais gente ainda vai entrar. Eis então que, em um lapso de julgamento, fiquei interessado em criar também uma conta, mas eu sentei e esperei a vontade passar. No entanto, ficou uma questão na minha mente: se eu de fato criasse uma conta, o que escreveria?

Fiquei ruminando essa pergunta por algum tempo, incapaz de achar uma resposta que me convencesse. Olhando para o Teorias Noturnas, me veio o estalo: se eu falo puramente de idéias confusas e desinteressantes por aqui, por que não fazer o mesmo no Twitter? Talvez eu pudesse postar algumas observações ou constatações que tenho durante o dia, sendo mais ou menos como um repositório de idéias que poderiam um dia se tornar posts completos por aqui, ou ainda postando links que eu imagine que outras pessoas poderiam querer dar uma olhada. Enfim, uma proposta diferente, não simplesmente dizer o que eu estou fazendo ou o que está acontecendo, nada disso; seria algo pra escrever os pequenos insights que surgem de vez em quando ou os pequenos aprendizados que fazem parte da vida diária de todo mundo, ou ainda links pra cantos da grande rede que podem ser realmente interessantes. É, sendo assim, acho que vai dar samba.

Esperem cenas dos próximos capítulos. Ou não.

24.11.09

multiverse

Se ir para outra cidade é conhecer uma realidade diferente da sua, tirar férias então é ir passar um tempo em um universo paralelo, onde você não vai fazer nenhuma das suas atividades diárias normais (e.g. rotina) e apenas irá tirar seu tempo conhecendo lugares/pessoas/coisas novas e contemplando o ócio.

No entanto, quando você já está quase acostumado com esse universo paralelo, tudo acaba e é hora de voltar. Depois de praticamente 9 anos sem saber o que era ficar dias e dias sem fazer nada, tive que voltar pra minha terra e pra minha realidade de sempre. Realidade essa que parece ser muito mais dura nesse primeiro momento, quando é ainda difícil voltar ao antigo ritmo. Mas enfim, c'est la vie.

21.10.09

through the fire and the flames we carry on

and so I am dragged through the days by the undeniable passing of the seconds and I have no chance to escape time's crushing grip over me

like a soldier in a theater of war dodging bullets and explosions I try to survive all the problems that are [thrown at/created by] me and if possible killing some of them in the meantime

as my life is chipped away by every minute that complete its cycle I try to keep my sanity and my health and my will to go on

I am a soldier of the future with data running through my veins and a CPU in my chest and a hive mind but my stubborn human spirit refuses to be controlled by a cybernetic will and instead force me to embrace every single desire my foolish heart desires

and last but not least I realize that I'm writing just gibberish in a random night but I'm just too sleepy to care

22.9.09

encruzilhada

Um dia escrevi, em um blog perdido em algum lugar do passado, que a vida era uma sequência de escolhas, que tinham que ser feitas por todos os lados. Algumas corriqueiras, outras podem durar meses ou anos, e outras que acompanham você pro resto da vida. Uma coisa é certa: ninguém pode decidir por você, apenas você mesmo.

...


Os ideais e as necessidades disputam incessantemente. Preciso trabalhar, porque preciso do dinheiro, do vil metal, mas ao mesmo tempo preciso achar algo que seja o meu real projeto de vida, alguma coisa digna de ser chamada de realização. Só o que eu tenho agora é um monte de idéias, pura energia potencial, que precisam de uma grande quantidade de esforço para se converterem em energia cinética e efetivamente fazer alguma diferença. Dito isso, o problema é se eu tenho capacidade de fazer esse esforço, e mais ainda, se eu tenho vontade. No momento, não tenho certeza de ter nenhum dos dois. E mais um dia se passa, com o piloto automático ligado e com a mente anestesiada pelas atribulações do dia-a-dia, sem que seja possível matutar sobre tudo isso com os meus botões (que não tenho).

Mais do que isso tudo, eu queria saber o que eu devo fazer. Mas eu não sei, e todos os dias eu fico experimentando pra ver o que acontece. O pior disso tudo? Eu nunca sei se o que eu estou fazendo está certo ou não. Eu apenas faço. No final das contas, nada faz muito sentido mesmo, ao menos eu ainda estou vivo. E vou cruzando os dias, um de cada vez.

16.9.09

tolices urbanas - I

Primeiramente imaginem o seguinte diálogo:

Guarda: O que você pensa que está fazendo?! ò.ó
Incauto: Sabe quequié, seu guarda? É que eu tava com tanta sede e não tinha um bebedouro por perto... ó.ò
Guarda: Vai ali que tem um, seu tosco! Circulando! ò.ó
(...)
Guarda: É melhor por um aviso aqui pra nenhum panaca tentar fazer isso de novo... -.-'



Agora imaginem dias depois, eu passando pelo mesmo lugar:

langriss: Vou bem ali ver um negóc... wtf?! o.O

27.7.09

game music - I

Alguns links aqui para ouvir o que há de melhor em músicas de games (sim, elas existem):

Lisa Miskovsky - Still Alive (Accoustic Version) - Esta é a música tema de Mirror's Edge, mas em versão acústica. A voz de Lisa é fantástica, e a melodia da música casa perfeitamente com o jogo. Confiram: http://www.yehplay.com/br/musics/Lisa-Miskovsky-Still-Alive-Accoustic-Version/280392/


Ellen McLain - Still Alive - Apesar do mesmo nome esta música toca nos créditos de outro jogo, Portal. Escrita por Jonathan Coulton, é tocada nos créditos do jogo pelo protagonista do jogo, GLaDOS - jogue e veja por si mesmo. http://www.yehplay.com/musics/Still-Alive-GLaDOS/64447/


“Clash on the Big Bridge” (Final Fantasy V) - Pra mim essa é uma das músicas mais emblemáticas de toda a série Final Fantasy, par a par com Liberi Fatali (FFVIII) e One Winged Angel (FFVII). Nesta versão, feita pelo quarteto de violoncelos do grupo Cellythm. Enjoy. http://www.goear.com/listen/ca3217e/Clash-on-the-Big-Bridge-Cellythm

24.7.09

cenas do cotidiano: no dos outros é refresco

Estava eu precisando de 3 mídias DVD-R, então dirigi-me à uma loja para comprá-las. No entanto, não era apenas uma loja, e sim uma grande loja de uma rede local especializada em tecnologias de consumo como celulares, laptops, câmeras digitais e coisas do tipo. Pra piorar as coisas, essa grande loja ainda era voltada ao público de maior poder aquisitivo, com um andar repleto de eletrodomésticos caros como máquinas de lavar, microondas, televisores imensos, coisas do tipo. E lá estava eu, querendo comprar 3 míseras mídias. Que arrogância! Mesmo assim, fui e pedi ao vendedor, que solicitou a venda e pediu que me dirigisse ao caixa.

Já no caixa, a atendente recebe a compra e, ao ver que era apenas $ 2,40 e eu havia dado $10 reais, faz logo uma cara de "nojinho de pobre", e pede ao caixa do lado duas notas de $5, o qual devolve 5 notas de $2. Quando vai me dar o troco, com um sorrisinho um pouco forçado, me diz:

- Posso ficar lhe devendo $0,10?
- Pode sim, não tem problema.


Tá, se ela tá frescando por $0,10, que seja. Só que no exato momento que eu termino a frase, uma acidez imensa atinge a minha boca, não vinda de baixo pra cima, do estômago, mas de cima pra baixo, da minha mente, e pousou na minha língua, ameaçando destruir minhas papilas gustativas caso não a pusesse pra fora. Então, com o agravante de abrir um sorrisinho sacana no canto da boca, disparo:

- Não tem problema você ficar me devendo $0,10. Mas se fosse EU que estivesse devendo ia ter problema, né?

Imediatamente o sorriso se foi e ela ficou com uma discreta cara "esse FDP tá tirando onda comigo", mas em pouco tempo forçou mais ainda o sorriso e disse entre os dentes:

- ...o senhor pode pegar seu produto no balcão ao lado. Boa noite.

Dei boa noite (ainda com o sorrisinho sacana do canto de boca) e fui pegar o meu produto.